A Floresta como Património da Cor, Cultura e Identidade
Desenvolvido por alunos do ensino secundário do Curso Profissional de Turismo do AERBP, o projeto valoriza a Mata da Rainha D. Leonor, nas Caldas da Rainha, historicamente berço e proteção das águas termais que deram origem à cidade. Integrada no Geoparque do Oeste, constitui um património natural e identitário essencial ao equilíbrio ecológico e à qualidade de vida, e da saúde e bem-estar da comunidade urbana.
A floresta é abordada como recurso turístico e patrimonial, explorada enquanto espaço de conhecimento, identidade e experiência. Através do estudo de plantas e elementos naturais utilizados na produção da cor, os alunos analisam a relação entre os usos tradicionais da floresta e a identidade territorial, desenvolvendo propostas como rotas turísticas, interpretação de espécies autóctones e ações de sensibilização ambiental que promovem práticas sustentáveis, preservação dos ecossistemas e envolvimento da comunidade. Na sequência das tempestades que afetaram o país, tornou-se ainda mais evidente a fragilidade deste património vegetal, reforçando a necessidade de reflorestação com espécies autóctones e de valorização da biodiversidade local. O projeto assume assim uma dimensão regenerativa, transformando o conhecimento em conteúdos educativos e em propostas de turismo criativo, onde a cor funciona como linguagem de interpretação do território, consolidando a “Floresta da Cor” como produto turístico sustentável. Ao envolver os alunos como agentes ativos, promove-se cidadania, responsabilidade ambiental e formação de futuros profissionais de turismo conscientes e comprometidos com um desenvolvimento sustentável.











