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Ação 3

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Curso de Formação: Islândia – paisagem e lendas

De 13 a 18 de junho de 2016

No âmbito do Programa promovido pela Comissão Europeia Erasmus+ Ka1, na suavertente “Aprendizagem ao longo da vida”, as professoras Maria Vidigal, Ana Blazquez e Maria João Dias participaram, de 13 a 18 de junho na Islândia, no seminário “Iceland – landscape and legends”, concretizando a 3ª mobilidade do projeto “A Escola aberta ao exterior: o ensino e a aprendizagem em novos contextos”, da responsabilidade do AE Rafael Bordalo Pinheiro.
A Islândia está localizada na fronteira mais ocidental da Europa e oferece uma visão fascinante da paisagem vulcânica ativa.

Além disso, o Edda islandês dá uma rica contribuição para património literário do norte da Europa. Durante este curso, vamos estudar e “expressar” as velhas sagas islandesas. Viajando ao longo da costa ocidental da Islândia vamos experimentar e estudar a paisagem e usá-la como pano de fundo para “expressar” as sagas de várias formas: teatro / drama, artes visuais e canções. O desempenho será transferido para um vídeo.

Um elemento chave no curso é a linha da história. Tal estrutura narrativa cria coerência e oferece uma ferramenta para fazer uma seleção das inúmeras atividades possíveis. Idealmente, o grupo do curso ‘encarna’ esta linha de história e expressa o conteúdo, fisicamente, bem como em produtos.

DIA 1

 – Chegada, encontro e jantar. Introdução ao programa

DIA 2

– Introdução ao programa do curso Chain – tarefas e papéis

– Reykjavik: Os primeiros colonos: Landnámssýning

– O Museu Saga

DIA 3

– O Círculo de Ouro: a fronteira do continente eurasiano

– Parque Nacional Þingvellir

– Almannagjá fissura: Atravessando da placa tectónica Norte-americana para a placa Euroasiática

– Sítio de Þingvellir “Campos da Assembleia” – perspetiva histórica

– Túmulo do poeta

– Caminhada

DIA 4

– Para o Ártico – fronteira norte da Europa

– Borgarness – Museu de Borgarness – A Saga de Egil

– Reykholt – Snorri Sturluson

– Akureyri

– Noite em Akureyri

DIA 5

– Húsavík – Observação de baleias no mar do Ártico

– Museu da baleia

– Regresso a Reykjavik

DIA 6

– Certificação

– Avaliação

– Sessão de poesia islandesa

– Tarde: visita à Lagoa Azul

DIA 7

– Workshop programa de TIC

– Gestão de Projetos

– Fotografia e edição de vídeo

– Relatório do curso e da conferência

AERBP na Islândia

Reykjavík (a capital da Islândia; a cidade mais setentrional do planeta, com apenas cerca de 200 mil habitantes, dois terços dos islandeses) revelou-se deveras invulgar: 24 horas de luz solar; cerca de 11ºC de temperatura média; ritmo de vida simples e tranquilo; população afável, civilizada e pragmática; escasso e desarmado policiamento (ou não fosse a Islândia o país mais pacífico do mundo!); comércio de qualidade e de extremo bom gosto, em especial vestuário de pura lã e piscinas públicas com águas quentes geotermais. E como não podia deixar de ser, conhecemos alguns portugueses que trabalham nesta cidade.

As sagas islandesas foram o fio condutor que nos levou ao conhecimento mais profundo da história, da cultura e do espírito deste país nórdico. Através de dramatizações de vários episódios da Saga de Njal, que iam ocorrendo em locais públicos contextualizados ,urbanos ou rurais, puseram-se em prática técnicas de representação aprendidas nos workshops de teatro prévios e fez-se uma interpretação criativa dos textos estudados, alguns dos quais foram também cantados pelo grupo. Absolutamente imprescindíveis, foram as visitas a vários museus/exposições:

Saga Museum e The first settlers: Landnámssýning – The settlement exhibition, em Reykjavík; Settlement Museum – Egil’s Saga na pequena cidade de Borgarness; Saga Center na localidade de Hvolsvollur.

As atividades de exterior permitiram interagir com a natureza arrebatadora da ilha e compreender um pouco melhor a história e o modo de vida atual dos islandeses.

Caminhou-se sobre o “braço” do glaciar Solheimajokulle e escalou-se uma das suas encostas geladas. Viu-se e tocou-se, ao mesmo tempo, duas placas tectónicas (Norte Americana e Euroasiática), cuidando para não cair na fissura que as separa. Observou-se a “erupção” de geiseres, as gigantescas quedas de água, as negras montanhas vulcânicas, os vales áridos e as planícies verdejantes “pintalgadas” com pequenas quintas e muito gado. Viram-se (e sentiram-se pelo cheiro) baleias e golfinhos. Sentiu-se o frio, o vento e a chuva na cara, enquanto o corpo, submerso nas águas geotermais e siliciosas da Blue Lagoon, aquecia. Houve ainda oportunidade para assistir ao jogo Portugal-Islândia na praça principal de Reykjavík, fazendo claque com um pequeno grupo de turistas portugueses, com direito a entrevista e fotografia num jornal islandês.

Aprendeu-se fazendo, experienciando e partilhando, para depois se ensinar da mesma forma. Objetivos cumpridos!

PDF – Livro produzido no contexto do curso realizado

PDF – Iceland Gunnar